O nosso filme de hoje é uma aula de cinema e história. Para mim, é de longe, o melhor filme sobre Santa Joana D’Arc já feito.
O Processo de Joana D’Arc seria apenas outro filme sobre a santa francesa martirizada pelo ingleses durante a guerra dos 100 anos? Claro que não! Essa pequena pérola (o filme tem apenas uma hora de duração) prende-se não à vida da santa, tantas vezes levada às telas, mas ao processo que a condenou, isso e nada mais.
Esse filme foi realizado pelo cineasta francês Robert Bresson. Para quem não conhece, Bresson é um formalista, seus filmes são únicos e autorais, muitas vezes difíceis de digerir. O Processo de Joana d’Arc é um exemplo bem característico desse cineasta. Em seus filmes, Bresson não utiliza atores profissionais e busca infundir naturalidade feroz em todas as cenas. Não há trilha musical e, comparados a ele, todos os realizadores parecem estar fazendo espetáculos circenses.
Não esperem ver aqui o festival de patacoadas dos filmes sobre Santa Joana que vemos sem parar nas películas em geral, principalmente na versão mal-fadada de Luc Besson. Esse filme é um mergulho espiritual, daqueles que, ao final, você tem vontade de cair de joelhos e pedir perdão a Deus por ser um verme tão frágil.
Salve Santa Joana d’Arc! E como diria o capitão Jack Sparrow: “Icem as velas seus ratos de convés!”
Esse filme recebeu o prêmio especial do júri do festival de Cannes, além do prêmio do Ofício Católico e o Prêmio de Melhor Filme para Juventude.

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