Quem me conhece sabe que gosto de uma boa ficção científica que explora temas sociais e científicos, e que fica melhor ainda quando isso ocorre com sob o comando de um grande diretor.
Sinopse

Steven Spielberg nos trouxe uma obra prima. Uma ótima ficção científica em que se discute os riscos da clonagem de seres e a manipulação genética, ainda que sendo tratada como uma ótima aventura.
Os dinossauros não foram apenas recriados, mas mudados geneticamente para evitar a procriação (todos os animais seriam fêmeas), mas como foi citado no filme, a natureza dá um jeito ... e deu. O homem não conseguiu impedir que os dinossauros se procriassem e muito menos segurar a sua "criação".
Diante de todo o seu orgulho, o homem acredita que com seu conhecimento e ciência conseguiriam ser maiores que os dinossauros, mas viu que ao tentar ser Deus e trazer à vida quem não deveria, passa a ser o brinquedo e presa dos animais.
Em determinado momento do filme o personagem Ian Malcolm (vivido por Jeff Goldblum) faz um comentário muito profundo:
Deus cria os dinossauros, Deus destrói os dinossauros, Deus cria o homem, o homem destrói Deus, o homem cria os dinossauros.
Logo em seguida (e complementando o pensamento acima), a personagem Ellie Sattler (vivida por Laura Dern) diz:
Os dinossauros comem o homem, e a mulher herda a Terra.
Sim, a parte final vem como uma piada, mas a tendência no filme era a de que os dinossauros comessem os homens e estes seriam extintos. Este é o preço de quem acha que pode brincar de Deus.
Este filme deve ser visto como uma ótima aventura, sem dúvida, mas ao mesmo tempo deve nos levar a pensar sobre os limites do homem diante da criação de Deus. ·
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